Luanda – Vários cidadãos angolanos continuam a denunciar práticas fraudulentas atribuídas a empresas e empresários chineses, acusados de usar a influência de altas figuras dos serviços de justiça e investigação criminal para cometer crimes e escapar à responsabilização.
No centro das acusações está a empresa CHINANGOL e o seu representante, Ying Goujum, conhecido como Beni, Presidente do Conselho de Administração da Jetour Angola. Goujum é acusado de falsificar o modelo X30 da Jetour e de liderar esquemas fraudulentos, incluindo a venda de camiões que nunca foram entregues aos compradores, lesando um cidadão chinês e três angolanos envolvidos no negócio. Além disso, enfrenta acusações de inadimplência em relação a dívidas com funcionários, fornecedores, clientes e prestadores de serviços.
Um dos casos mais mediáticos envolve o empresário angolano Smith de Azevedo, ex-director-geral da Jetour, que afirma ser vítima do grupo empresarial CHINANGOL. Smith acusa a empresa de má-fé, corrupção e abuso de confiança por evitar o pagamento de uma dívida de cerca de 4 biliões de kwanzas, num processo que já se arrasta há mais de três anos. Informações sugerem que Ying Goujum terá alegadamente subornado agentes judiciais para impedir o avanço do processo, manipulando provas e alegações constantes dos autos.
O Club-K tentou contactar Ying Goujum e a Jetour Angola para obter a sua versão dos factos. Apesar de terem aguardado por mais de três horas, nenhum contraditório foi apresentado. Dias após a publicação da matéria, a Jetour emitiu um comunicado alegando que não foi contactada para o devido contraditório, apesar de o artigo mencionar contactos entre a empresa e a equipa do Club-K, incluindo trocas de mensagens via WhatsApp.
A publicação da nota nas redes sociais da Jetour gerou uma onda de comentários de clientes que corroboraram as denúncias, acusando a empresa de práticas que violam os direitos do consumidor, recusando-se a assumir falhas de fabrico e irregularidades nos seus processos.
Estas alegações reforçam as preocupações da sociedade civil sobre o impacto destas práticas na economia local e na confiança do consumidor. Organizações de defesa dos direitos dos consumidores apelam a uma investigação rigorosa para apurar responsabilidades e garantir justiça às vítimas.
Club-k.net